Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Raiz de Mandrágora
 


Poema para aquele que ficará

 

                                               “Quem foi rei nunca perde a majestade.”

                                                                                           (Dito popular)

 

 

Dentro do teatro de olhos azuis de vidro ficam

os bancos como a assistir a uma ópera fantasma

executada pelos ninguéns entre as cortinas

o vermelho delas tem vontade de fechar-se

por vergonha do ato daqueles que baniram

o paraibano, vítima de xenofobia cultural

 

Mas em outra parte brilha a pedra do reino

em outros burgos nunca encastelados

por montanhas de um vale que se crê europeu

suassunamente as peças ganham corpos

o santo e a porca mais uma vez dialogam

2 escolas de samba reconhecem sua arte

 

Compadecida, compadece-te dos ignorantes

incapazes de enxergar além do próprio umbigo

amesquinhados pela efemeridade de uma glória

que o olhar quintano viu como um chocalho

cheio de guizos e fitinhas – por isso, irrisório

(esquecem eles que 4 anos não são a Vida)

 

Creem-se mais arianos que o grande nordestino

daí a ânsia de removerem a presença do poeta

agindo rápido, não mais à sombra e em silêncio

o apagador trabalhando com pouco alarde

apenas alguns notando seu deslize sobre o nome

que daria orgulho em qualquer lugar onde há leitura

 

Não incomode ao escritor a “no mínimo descortesia”

não pense que Friburgo inteira aprova o acinte

e que de novo o irmão poeta quintaneie em versos:

eles passarão; só Ariano Suassuna passarinhará

deixando no ar o eco do seu canto construído

de tez brasileira, amor ao povo e eternidade

 

                                                                       [Sérgio Bernardo]

 



Escrito por Sergio Bernardo às 11h34
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ Ver arquivos anteriores ]